De Rio Preto para o mundo, Troy destaca conexão com skate: ‘É alma’
- Enzo Azevedo
- 15 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Profissional de São José do Rio Preto, Rogério Troy viu portas se abrirem com a prática do skate, que adota como estilo de vida. “É amizade pura”, destaca ele, que já competiu na Europa contra os melhores do mundo.

Enzo Azevedo
O skate abriu portas que o rio-pretense Rogério Troy nem imaginava. Com 48 anos, boa parte deles dedicada ao esporte radical, este profissional e instrutor de manobras no Júpiter Olímpico chegou até a Europa, competindo contra os melhores do mundo. Por isso, fala do skate como quem fala do melhor amigo.
“Skate é alma. Se você não tá bem, você não anda”, declara.
Troy contabiliza 39 anos em cima de uma prancha. Dá aulas todos os dias no ginásio de São José do Rio Preto (SP), dedicado à prática do skate. Ele encara o esporte como um estilo de vida, que proporcionou oportunidades e amizades.
Pura amizade
“É amizade pura. Você chega num rolê, já tem gente para te receber, até gente que oferece um lugar para dormir. O skate conecta as pessoas”, afima Troy, em entrevista à reportagem da Agência Experimental Unilago.
“Quando comprei meu primeiro skate, percebi que o negócio era sério. Nunca mais larguei”, lembra.
Troy conta que foi atraído por curiosidade, ao ver os amigos brincando com manobras num espaço chamado de Bacunim.
“Eu já tinha uma bikezinha, brincava de autorama. Pensei: preciso de um skate também”, conta.

De frente com os feras
Essa conexão levou o skatista profissional para muito além da Bacunim. “De repente, eu tava na Europa, andando com os gringos, competindo com os melhores. Fiquei até na frente de caras que são lendas do skate. Foi surreal”, lembra, orgulhoso.
Nem tudo são flores. Depois da pandemia, Troy sente que a prática esportiva sofre para se consolidar.
“O skate ganhou visibilidade, foi pras Olimpíadas, mas ainda falta bastante. Parece que está tudo no auge, mas as marcas não estão investindo como deveriam. A realidade é mais difícil”, afirma.
Skate é respeito
Apesar disso, Troy insiste que a essência do skate é o que mantém tudo em pé.
“Skate é respeito. Não adianta querer ser igual ao outro ou passar por cima. Você pode até ser melhor, mas tem que ser amigo, cuidar do corpo, dormir bem, se alimentar”, ensina.
E, antes de andar, nunca dispensa o bom e velho “Pai Nosso”.

Comentários