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Olímpia se torna Capital do Folclore com festival que une tradições de todas as regiões

  • Iago Caciolato
  • 22 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 23 de out. de 2025

Grupos de todo o Brasil desembarcam em Olímpia (SP) para celebrar o folclore no Fefol, evento anual, que mistura tradição, diversidade e identidade cultural. Festival de 2025 reuniu 61 grupos.


Integrantes do grupo de folclore Babaçu dançam em palco do Festival de Olímpia de 2025, em São Paulo.
Grupo Babaçu, durante apresentação no Festival do Folclore de Olímpia (Fefol) 2025 Foto: Divulgação/Prefeitura de Olímpia

Iago Caciolato

 

Batuque se mistura com congadas. Maracatu dialoga com catira. No tradicional Festival do Folclore de Olímpia (SP), o Fefol, a diversidade do povo brasileiro encontra um mesmo compasso, aquele que celebra sua identidade cultural. Durante o Fefol, a cidade, na região de São José do Rio Preto, é alçada à Capital Nacional do Folclore, título que obteve do governo federal em 2017.

 

Mais do que um espetáculo, o festival é uma experiência de pertencimento.  Realizado anualmente no mês de agosto, o evento chegou à 61ª edição em 2025, reunindo 61 grupos de todas as regiões do Brasil e encantando mais de 160 mil pessoas.

 

As cores dos trajes, os passos ensaiados e as cirandas ecoaram como herança e resistência pelo Recinto do Folclore de Olímpia, lembrando que a cultura popular não é apenas memória, mas também futuro.


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Atrações novas e veteranas


Nesse mosaico simbolizado pelo Fefol, convivem grupos novos e aqueles que acompanham a história do festival desde as primeiras edições.

 

Um exemplo é o GODAP – Grupo Olimpiense de Danças Parafolclóricas, um dos mais antigos, junto com o Batalhão de Bacamarteiros.

 

Ao lado deles, estão os estreantes que renovam o fôlego das tradições culturais, como a Companhia Zazuê (de Olímpia) e o Jabuti Bumbá (do Acre), parte dos 17 grupos que participaram pela primeira vez em 2025.

 

Cocos de roda


Os cocos de roda tiveram lugar de destaque, embalando o público com a força do ritmo e da coletividade. Grupos como Babaçu, Xique-Xique (ambos de Alagoas) e a própria Companhia Zazuê transformaram o palco em roda aberta, onde os sons das palmas e dos tambores convidaram todos a dançar juntos.

 

Já o Boi de Nina Rodrigues, com sua imponência visual e trajes minuciosamente paramentados, arrebatou os olhares como um dos mais belos desta edição.

 

Mas o Fefol, como carinhosamente é chamado o festival, não se limita ao Recinto do Folclore. Durante nove dias, Olímpia inteira respirou tradição cultural: estudantes participaram de gincanas de brincadeiras folclóricas e grupos desfilaram em peregrinação pelo centro, levando dança e música para as ruas. O encerramento ficou marcado por um espetáculo coletivo.

 

Tapete voador


Em 2025, o Recinto do Folclore também ganhou nova roupagem para homenagear o Maranhão, estado celebrado nesta edição do evento. Um “tapete voador” de fitas e bandeirinhas formou o símbolo do folclore na cobertura da arena, criando uma atmosfera mágica.

 

A importância do festival foi reconhecida na abertura com a presença do vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD).

 

Mosaico vivo

Assim, a cada edição, o Festival do Folclore reafirma-se como um mosaico vivo, em que tradição e inovação caminham juntas. Entre cocos e chimarrita, cores e rezas, passos antigos e novas coreografias, Olímpia celebra a essência de um país que encontra na cultura popular a sua voz mais autêntica.


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